Contabilidade por profissão
Contabilidade para dentistas em Belo Horizonte
Para o cirurgião-dentista que atende no próprio consultório, divide sala com colegas ou presta serviço para clínicas e convênios. Cuidamos dos recibos de quem ainda é pessoa física e, quando chega a hora do CNPJ, da empresa inteira: abertura, notas, impostos, folha da equipe e contabilidade.

- Autônomo ou PJ: a conta feita antes da mudança
- ISS fixo de Belo Horizonte analisado na abertura
- Notas de convênios e clínicas conferidas
Como funciona a contabilidade para dentistas?
Funciona em duas fases, conforme o jeito de atender. Enquanto o dentista trabalha como pessoa física, a contabilidade organiza os recibos dos pacientes, as despesas do consultório e o imposto de renda que vence todo mês. Quando ele passa a faturar por uma empresa, ela cuida das notas fiscais, das guias, do pró-labore, da folha da auxiliar e da recepcionista e do balanço.
Na odontologia, o que pesa no imposto costuma ser decidido no primeiro mês: se o consultório continua no CPF ou abre CNPJ, quem entra como sócio e em qual regime a empresa fica. Por isso a nossa primeira conversa com um dentista começa pelos números do consultório, e não pelo contrato social.
Atendemos dentistas de Belo Horizonte inteira, de consultórios no Santa Efigênia, no Funcionários e na Savassi a salas no Buritis, no Barro Preto e na Pampulha. Quase tudo acontece a distância, pelo WhatsApp, pelo nosso aplicativo e pelo Portal VIP, e o escritório no Centro recebe quem prefere conversar pessoalmente.
O que o escritório assume no consultório odontológico?
A papelada que não cabe entre um paciente e outro.
- Recibos e carnê-leão
- Para quem atende como pessoa física: recibos do Receita Saúde conferidos, despesas do livro-caixa organizadas e o imposto mensal calculado.
- Abertura do CNPJ
- Contrato social com a atividade odontológica, registro, CNPJ e inscrição na Prefeitura de Belo Horizonte, com orientação inicial sobre a inscrição da empresa no CRO-MG.
- Notas fiscais
- Nota de serviço para pacientes, clínicas parceiras e operadoras de planos odontológicos, pelo emissor do nosso sistema, com as retenções de cada tomador conferidas.
- Impostos do mês
- ISS e tributos federais apurados no regime da empresa, com as guias enviadas pelo aplicativo antes do vencimento.
- Folha da equipe
- Auxiliar e técnico em saúde bucal, recepcionista e secretária registrados, com férias, eSocial e contracheque por e-mail.
- Pró-labore e lucros
- Retirada mensal de cada sócio definida com o fator R em vista e a distribuição de lucros registrada na contabilidade.
- Balanço e declarações
- Escrituração completa, balancetes e as declarações anuais da empresa, que comprovam o lucro que você retirou.
Orçamento do seu caso pelo WhatsApp
Chamar no WhatsAppDentista autônomo ou PJ: quando vale abrir CNPJ?
Vale abrir CNPJ quando o imposto da pessoa física sobre os atendimentos passa a custar mais do que os tributos da empresa somados à contabilidade, ou quando clínicas e operadoras só pagam contra nota fiscal de pessoa jurídica. Para quem está começando, com poucos pacientes particulares, continuar autônomo costuma sair mais barato por algum tempo.
Como autônomo, o dentista emite um recibo pelo Receita Saúde a cada atendimento, obrigação que vale para cirurgiões-dentistas pessoa física desde 1º de janeiro de 2025 (Receita Federal), e recolhe o imposto de renda pelo carnê-leão, na tabela progressiva que chega a 27,5% (Receita Federal). Como PJ, quem emite o documento é a empresa, e o imposto é calculado sobre o faturamento dela.
Antes de recomendar a mudança, montamos as duas contas com o seu faturamento real de um ano, incluindo despesas, equipe e retiradas. A comparação entre trabalhar com e sem empresa, com exemplos, está no texto sobre PJ ou CLT.
Quais impostos o dentista paga?
O dentista autônomo paga imposto de renda e INSS sobre o que recebe na pessoa física; o dentista PJ paga, pela empresa, o ISS para a Prefeitura e os tributos federais (IRPJ, CSLL, PIS e Cofins), juntos numa guia só no Simples Nacional ou em guias separadas no lucro presumido. Na pessoa física, sobram o INSS e o imposto de renda sobre o pró-labore.
Há um ponto a mais quando o consultório recebe de empresas: operadoras de planos odontológicos e clínicas que pagam a sua empresa podem reter parte dos tributos na própria nota, e a regra muda conforme o regime em que você está. Conferimos cada retenção antes de apurar o mês, para que o mesmo imposto não seja pago duas vezes.
Quanto o dentista paga de ISS em Belo Horizonte?
Depende de como a empresa é montada. A sociedade formada só por dentistas, todos atendendo pessoalmente em nome dela, pode recolher o ISS como valor fixo por profissional, de R$ 278,80 por mês em 2026 nas sociedades com até 5 profissionais; nas demais empresas, o ISS sai como percentual de cada nota (Prefeitura de Belo Horizonte).
A Prefeitura tira desse regime a sociedade que tem sócio de outra profissão, sócio pessoa jurídica ou sócio que só entra com capital, além da que tem caráter empresarial. É comum o consultório querer um sócio administrador que não é dentista, e essa escolha muda o ISS: fazemos as duas contas antes de o contrato ser assinado.
Qual o melhor regime tributário para dentistas?
O melhor regime para o dentista é o que resulta em menos imposto com o faturamento, a folha e o pró-labore do consultório, e por isso a comparação é refeita quando um desses números muda. Na prática, a escolha fica entre o Simples Nacional e o lucro presumido.
Simples Nacional e fator R
No Simples Nacional, a odontologia é tributada pelo Anexo III, com alíquota inicial de 6%, quando a folha dos últimos 12 meses, pró-labore incluído, chega a 28% da receita bruta do período; abaixo disso, vai para o Anexo V, que começa em 15,5% (Lei Complementar 123/2006, art. 18, § 5º-B, XX, § 5º-M e anexos). Um consultório com equipe registrada costuma alcançar os 28% com mais facilidade que o dentista que atende sozinho, que precisa calibrar o próprio pró-labore. O cálculo com exemplos está no texto sobre imposto PJ.
Lucro presumido
No lucro presumido, o IRPJ e a CSLL dos serviços odontológicos incidem sobre 32% da receita até R$ 5 milhões no ano (Lei 9.249/1995, arts. 15 e 20, e Lei Complementar 224/2025), e o ISS pode ser o valor fixo da sociedade de dentistas. Para consultórios com faturamento alto e pouca folha, essa combinação costuma ganhar do Simples.
A clínica odontológica tem equiparação hospitalar?
Em regra, não: consultas e tratamentos feitos na cadeira do consultório não são serviço hospitalar. A exceção que mais aparece é a clínica de radiologia e imagem odontológica, já que imagenologia e radiologia estão na lista da Receita Federal, desde que a empresa seja sociedade empresária no lucro presumido e cumpra as normas da Anvisa. Os requisitos estão no texto sobre equiparação hospitalar.
Quer saber como isso fica no seu caso? Pergunte pelo WhatsApp
Chamar no WhatsAppQuais despesas o dentista pode deduzir?
Como autônomo, o dentista deduz no livro-caixa as despesas necessárias para manter o consultório e receber os pacientes: aluguel e condomínio da sala, materiais odontológicos, serviço do protético, salários e encargos da equipe (Lei 8.134/1990, art. 6º). Cada despesa precisa de nota ou recibo em seu nome; a compra de equipamentos, como a cadeira ou o autoclave, não entra como despesa do mês.
Com CNPJ, a lógica muda. No Simples Nacional e no lucro presumido, as despesas não reduzem o imposto, que sai do faturamento; elas reduzem o lucro que a contabilidade apura e, por consequência, o quanto você pode retirar sem tributação como distribuição de lucros. Só no lucro real a despesa abate diretamente o IRPJ e a CSLL. Por isso, mesmo na empresa, pedimos que toda despesa do consultório seja paga pela conta dela e chegue com nota.
Que tipo de empresa o dentista abre?
Quem atende sozinho costuma abrir uma sociedade limitada de um sócio só; quem divide o consultório com colegas pode formar uma sociedade entre dentistas, que mantém o direito ao ISS fixo. O código de atividade principal é o 8630-5/04, atividade odontológica (IBGE, CNAE), e atividades extras, como venda de produtos, entram só quando o consultório de fato as exerce, porque mudam o imposto.
A empresa que presta serviço odontológico também se inscreve no Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais, que tem formulários próprios para a inscrição de clínicas e para a troca do responsável técnico (CRO-MG). Escrevemos o contrato social pensando nessa inscrição e damos a orientação inicial sobre o pedido; o caminho do alvará e da consulta de viabilidade está na página de legalização de empresas.
Como separar o dinheiro do consultório e o pessoal?
Com uma conta bancária só da empresa, por onde entram todos os pagamentos de pacientes, maquininha e convênios e saem todas as despesas do consultório. Para a sua conta pessoal vão duas coisas: o pró-labore, todo mês, e a distribuição de lucros, quando a contabilidade mostra que há lucro para distribuir.
O pró-labore paga INSS e entra na conta do fator R; os lucros não pagam INSS e, até o limite da lei, saem sem imposto retido. Desde 2026, quando a empresa paga mais de R$ 50 mil de lucros a um mesmo sócio no mês, retém 10% de imposto de renda (Lei 15.270/2025). Nos consultórios com mais de um dentista, o texto sobre tributação de dividendos ajuda a planejar as retiradas de cada um.
E quando dois dentistas dividem a mesma sala?
Nesse caso, o rateio das despesas comuns precisa estar escrito: aluguel, condomínio, recepcionista e materiais de uso coletivo divididos por um critério que os dois aceitem, com cada parte paga e registrada. Sem isso, um dos dois acaba deduzindo ou lançando despesa que não pagou, e a divergência aparece na declaração.
O que acompanhar no fluxo de caixa do consultório?
Acompanhe, todo mês, quanto entrou, quanto saiu e o que ainda vai entrar. No consultório odontológico, o último número pesa: tratamentos de ortodontia e implantes costumam ser pagos em parcelas, e as operadoras pagam a produção semanas depois do atendimento.
Separe também os custos fixos, que vêm mesmo com a agenda vazia (aluguel, equipe, parcelas de equipamento, contabilidade), dos variáveis, que acompanham os atendimentos (materiais, protético, taxa da maquininha). Com os balancetes que enviamos pelo Portal VIP, dá para saber quantos atendimentos por mês pagam a estrutura antes de contratar alguém ou financiar um equipamento novo.
Quais erros a contabilidade para dentista ajuda a evitar?
Os que vemos com mais frequência são cinco: pagar contas pessoais pela conta do consultório; deixar os recibos do Receita Saúde para o fim do mês e emitir com dados errados; manter o pró-labore baixo demais e cair no Anexo V sem perceber; colocar no contrato social um sócio que não é dentista sem medir o efeito no ISS; e abrir a empresa sem tratar da inscrição dela no CRO-MG.
Todos têm conserto, mas custam multa, imposto pago a mais ou retrabalho. Revisamos esses pontos quando um consultório chega até nós, mesmo que ele venha de outro contador.
Como escolher um contador para dentistas?
Escolha um escritório que saiba responder, na primeira conversa, como fica o seu ISS em Belo Horizonte, se você está no Anexo III ou no V e o que muda se entrar um sócio. Essas três perguntas separam quem conhece a rotina do consultório de quem só emite guias.
A Contabilidade Abreu atende desde 1988 e hoje fica na Rua São Paulo, 818, sala 1103, no Centro. O atendimento é quase todo digital: as guias e os documentos chegam pelo aplicativo, as notas saem pelo nosso emissor e as dúvidas são resolvidas pelo WhatsApp, no intervalo entre um paciente e outro.
As regras desta página são as que estão em vigor na data da última revisão. Como elas se aplicam à sua empresa depende da análise do caso; o alcance do que publicamos está nos termos de uso.
Excelentes profissionais, todos experientes em tudo que faz.
Contabilidade para dentistas: dúvidas de quem está decidindo
Dentista pode ser MEI?
Não. A odontologia não está entre as ocupações permitidas ao microempreendedor individual (Portal do Empreendedor). O caminho do dentista que quer CNPJ é uma microempresa, normalmente uma sociedade limitada, no Simples Nacional ou no lucro presumido.
Como o dentista PJ emite nota fiscal em Belo Horizonte?
Pela nota fiscal de serviço eletrônica, que em Belo Horizonte passou a ser emitida no Emissor Nacional da NFS-e em 1º de janeiro de 2026 (Prefeitura de Belo Horizonte). O paciente particular também recebe nota, e não mais recibo, pelo que a empresa fatura.
Depois de abrir a empresa, posso continuar atendendo como autônomo?
Pode, desde que cada atendimento fique de um lado só. O paciente atendido pela pessoa física recebe recibo do Receita Saúde; o atendido pela empresa recebe nota. O mesmo tratamento não pode passar pelos dois, e na declaração anual cada renda aparece no seu lugar.
Que documentos o dentista separa para abrir a empresa?
Documento de identidade, CPF e comprovante de residência de cada sócio, o número de inscrição no CRO-MG e o endereço do consultório. Antes do registro, o endereço passa pela consulta de viabilidade da Prefeitura, que é gratuita e diz se a atividade pode funcionar no imóvel (Prefeitura de Belo Horizonte).
O dentista precisa de certificado digital?
A empresa precisa do e-CNPJ para assinar declarações e acessar os sistemas da Receita Federal e da Prefeitura, e muitos dentistas também usam o e-CPF. A nossa equipe emite os dois; a diferença entre eles está na página de certificado digital em Belo Horizonte.
Quanto custa a contabilidade para dentistas?
Depende de você ainda atender como autônomo ou já ter CNPJ, de quantas notas o consultório emite, de ter funcionários e de quantos sócios a empresa tem. Com essas informações, passamos o valor pelo WhatsApp, já com o que está incluído.
Para ler antes de decidir
Imposto PJImposto PJ em 2026: quanto a empresa paga no Simples, no lucro presumido e no lucro real, o ISS em Belo Horizonte e o INSS do sócio, com exemplos.
Quer um orçamento para a sua empresa?
Mande pelo WhatsApp a atividade da sua empresa e o que precisa, e o valor volta por lá. O atendimento é de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h, a partir do escritório na Rua São Paulo, 818, sala 1103, no Centro de Belo Horizonte.
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